
Seminário Nacional da Campanha contra os agrotóxicos e pela vida
SEMINÁRIO NACIONAL DA CAMPANHA CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA
15 de novembro 2011.
Entre os dias 07 a 10 de novembro, realizou-se em Brasília – DF, o II Seminário Nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que contou com a participação de cerca de 40 pessoas em representação de 19 organizações de 11 estados.
O seminário tinha um caráter de estudo e organização, onde apontamos os elementos centrais para as atividades a serem construídas para o ano de 2012. Para além disso, contamos com um momento de balanço político, onde fizemos uma profunda reflexão sobre as ações e reações relacionados à campanha, alguns dos elementos destacados foram:

Em relação a nós:
- Tivemos uma boa construção e divulgação da campanha com a sociedade, no entanto, existe uma deficiência em fazer o debate com nossa base, em especial com os camponeses e pequenos agricultores.
- Tivemos uma atuação ainda tímida em relação a atuação dos comitês junto as prefeituras locais e diferentes secretarias.
- Tivemos pouca produção de material e isso dificulta a massificação da campanha.
Em relação aos inimigos:
- Afirmamos que nossos principais inimigos são as empresas transnacionais e o agronegócio, que por sua vez foram pegos de surpresa pela nossa campanha, que por sua vez tem um enorme potencial de denúncia. Desta forma, existe uma falta de atuação em conjunto por parte dos inimigos, isso tem levado a que alguns defendam de forma escancarada a utilização de agrotóxicos (CNA, etc.) outros estão um pouco calados (Transnacionais) e os importadores e contrabandistas de agrotóxicos seguem atuando de forma silenciosa.
- Os agrotóxicos são uma necessidade do atual modelo, em especial nos monocultivos de cana, soja e milho, que por sua vez tem limitações atreladas a demanda do mercado internacional.
- A produção de agrotóxicos biodegradáveis já são uma das linhas de investimento das transnacionais.
Em relação ao governo:
- É um ator importante nesse cenário, no entanto como é característico de um governo de composição de classes, estão dadas diversas contradições internas em relação ao tema, de forma que temos aliados e inimigos.
- A proposta de criação do GT interministerial para tratar do tema agrotóxicos, foi um passo importante que devemos impulsionar para que seja consolidado.
- O plano nacional de agroecologia, que deve estar dentro do MMA também vai nos possibilitar instrumentos de luta
- Tramita no governo o PL 5575/09 do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), que prevê a liberação das sementes Terminator no Brasil, a aprovação seria uma enorme derrota, pois tais sementes aumentam a demanda por agrotóxicos.
- A subcomissão que se formou dentro da comissão de seguridade social e família da câmara dos deputados, é uma conquista e um importante instrumento que deve em seu relatório a ser aprovado até o dia 24 de novembro, apontar propostas concretas de PLs.
- Devemos disputar as politicas públicas e apontar propostas de transição para a agroecologia.
- Pautar o governo para a reavaliação toxicológica periódica, assim como se faz com medicamentos.
- Impulsionar a construção de PLs estaduais e municipais que barrem a utilização de agrotóxicos.
- Pressionar o governo para o banimento imediato de produtos já proibidos em outros países.
- Exigir o fim da pulverização aérea.
Em relação a Mídia:
- Aumentou a denúncia das contaminações seja da água, das pessoas, etc. E isso se deu em especial após a denúncia da contaminação do leite materno em Lucas do Rio Verde – MT.
- A adesão de alguns artistas como Letícia Sabatella, Marcos Palmeiras, etc, garante visibilidade do tema, portanto devemos atuar de forma mais orgânica junto a estas pessoas.
- Criamos algumas cisões entre a própria mídia, pois alguns meios têm garantido com apoio de alguns jornalistas a difusão do debate.
- O filme/documentário do Silvio Tendler ajudou muito na difusão da problemática com os meios de comunicação, sejam alternativos, ou mesmo da grande imprensa.
A partir das ações feitas, um conjunto de propostas foram levantadas em relação aos eixos de atuação da campanha. Diante disso, o seminário cumpriu de forma bastante positiva as tarefas ao qual se havia proposto, e assim sem sombra de dúvidas fortaleceu a organização da campanha e a luta contra os agrotóxicos e pela vida.
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